Há um momento na vida de um negócio pequeno em que tudo parece correr bem. Há clientes, há trabalho, há faturação. E, ao mesmo tempo, o dono já não consegue dizer com segurança se está a ganhar dinheiro. Quase sempre, o que está em causa é o próprio crescimento.
O que cresce mais depressa
Quando um negócio cresce, crescem as decisões, os processos, as pessoas, os fornecedores, a informação. O empresário continua a conhecer o negócio ao pormenor, mas perde a visão de conjunto: sabe o que cada cliente deve, mas não sabe a tesouraria do mês; sabe o preço de cada serviço, mas não a margem real depois de tudo pago.
A gestão passa a ser feita a reagir, e resolve-se primeiro o que grita mais alto. As decisões de fundo, como contratar, investir, mudar de instalações ou pedir financiamento, ficam adiadas ou são tomadas à pressa, por falta de informação organizada.
Estrutura não é burocracia
Estrutura, aqui, quer dizer quatro coisas visíveis e organizadas: as contas separadas, a tesouraria acompanhada semana a semana, os custos e as margens conhecidos por produto ou serviço, e um momento regular (uma vez por mês chega) para olhar para tudo isto e decidir.
Nada disto exige um departamento financeiro. Exige um método e, muitas vezes, alguém que ajude a montá-lo à medida do negócio. O objetivo é voltar a decidir com confiança.