Famílias e particulares
“Fizemos simulações em três bancos e cada um diz uma coisa diferente.”
Crédito habitação, seguros e orçamento familiar: decisões com tempo e clareza
Comprar casa. Rever um crédito. Proteger quem depende de si. Organizar o orçamento.
Em cada um destes momentos, a pergunta é a mesma: o que faz sentido para a nossa família, agora?

Situações que oiço com frequência
“Fizemos simulações em três bancos e cada um diz uma coisa diferente.”
“A prestação da casa subiu e o dinheiro deixou de chegar ao fim do mês.”
“Temos vários créditos pequenos e já não sabemos bem quanto pagamos, nem a quem.”
“O banco exige um seguro de vida, mas não percebemos se o que temos é o adequado.”
“Queremos preparar o futuro dos filhos e não sabemos por onde começar.”
Nenhuma destas situações se resolve apenas com um produto. Resolve-se percebendo primeiro o que está por trás: rendimentos, encargos, prioridades e riscos.
No centro de quase todas está o orçamento familiar. É ele que define o que é possível e o que é sustentável ao longo do tempo.
Para compreender
Porque é que o orçamento vem antes do crédito
Quando analisa um pedido de crédito, o banco calcula a taxa de esforço: a parte do rendimento líquido mensal do agregado que fica comprometida com as prestações de todos os créditos.
Desde 1 de agosto de 2026, a recomendação macroprudencial do Banco de Portugal fixa um limite de referência de 45%, abaixo dos 50% anteriores, sujeito às regras e exceções que a própria recomendação prevê. Não é um limite absoluto, aplicado automaticamente a todas as situações. O cálculo já simula uma subida dos juros.
Na prática: o valor que o banco aprova é um teto, não uma recomendação. Uma taxa de esforço confortável para a vida real de uma família é, quase sempre, mais baixa.
É por isso que começo pelo orçamento e não pela simulação.
Taxa de esforço: limite de referência
45%
50%
Prestações de crédito
Rendimento líquido mensal
Recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, desde 1 de agosto de 2026, sujeita às regras e exceções aplicáveis.
Como acompanho cada família
Fase 1
Conversa de diagnóstico
Começo por ouvir. Quem compõe o agregado, o que querem alcançar, o que vos preocupa.
Fase 2
Leitura da realidade
Organizamos rendimentos, encargos, créditos em curso e objetivos de curto, médio e longo prazo. Percebemos a margem real, não a que o simulador mostra.
Fase 3
Alternativas explicadas
Comparamos caminhos possíveis, com custos, riscos e consequências à vista. TAN, TAEG, spread e Euribor deixam de ser siglas.
Fase 4
Decisão e seguimento
A decisão é sempre da família. Acompanho o processo até ao fim e continuo disponível depois dele.
O objetivo não é decidir pela sua família. É criar condições para que decidam com confiança.
Em que momentos posso ajudar
Crédito habitação
Comprar a primeira casa, mudar de casa ou transferir o crédito para outro banco. Analisamos quanto faz sentido pedir, e não apenas quanto o banco empresta. Comparamos propostas e escolhemos entre taxa fixa, variável ou mista com os riscos à vista.
Crédito consolidado
Quando vários créditos se acumulam, juntá-los numa só prestação pode aliviar o orçamento mensal. Mas pode também alargar o prazo e aumentar o custo total. Antes de avançar, fazemos as contas completas.
Crédito pessoal
Para um projeto concreto: obras, formação, saúde, um carro. Avaliamos primeiro se o crédito é o melhor caminho. Se for, definimos o montante e o prazo que o orçamento aguenta.
Seguros
Seguro de vida e multirriscos associados ao crédito, seguro de saúde, proteção da família. O banco pode exigir seguros, mas não pode obrigar a contratá-los numa seguradora específica. Comparamos coberturas, e não apenas preços.
Organização do orçamento familiar
Perceber para onde vai o dinheiro, criar uma reserva para imprevistos, definir prioridades. É o ponto de partida de todas as outras decisões.
Apoio à tomada de decisão e planeamento financeiro
Tem uma proposta em mãos e quer uma segunda leitura antes de assinar? Fazemos essa análise em conjunto, com rigor. Preparar decisões de médio e longo prazo: a educação dos filhos, a reforma, uma mudança de vida. Com objetivos claros e etapas realistas.
Gostava de conversar antes de decidir?
Uma primeira reunião serve para percebermos a sua situação e se faz sentido trabalharmos juntos. Não implica qualquer compromisso.
Registo Banco de Portugal n.º 0008401
Mediação de seguros n.º 17698
Perguntas frequentes
O que é a taxa de esforço e qual é o limite?
A taxa de esforço é a percentagem do rendimento líquido mensal da família que vai para prestações de crédito. Para novos contratos avaliados desde 1 de agosto de 2026, a recomendação macroprudencial do Banco de Portugal fixa um limite de referência de 45%. Não é um limite absoluto: está sujeito às regras e exceções da recomendação, e os bancos podem ultrapassá-lo numa parte limitada dos créditos que concedem. Para o orçamento do dia a dia, um valor mais baixo dá mais margem para imprevistos.
Quanto preciso de ter de entrada para comprar casa?
Em regra, cerca de 10% do valor da casa, mais impostos e custos do processo. Para habitação própria e permanente, os bancos financiam até 90% do menor valor entre o preço de compra e a avaliação. À entrada somam-se o IMT, o Imposto do Selo, a escritura, os registos e a avaliação. Jovens até aos 35 anos podem ter condições diferentes (ver a pergunta seguinte).
Tenho até 35 anos. Que apoios existem para comprar a primeira casa?
Existem dois apoios diferentes: a garantia pública e o IMT Jovem. Com a garantia pública, o Estado pode garantir até 15% do empréstimo, o que permite financiar até 100% da casa. Está prevista para contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026 e tem limites de valor do imóvel e de rendimento. O IMT Jovem isenta de IMT e de Imposto do Selo na compra de casas até 330 539 euros (valores de 2026), com isenção parcial acima disso. Ambos se aplicam apenas à primeira habitação própria e permanente.
Taxa fixa, variável ou mista: qual é a melhor?
Não existe uma resposta certa para todas as famílias; depende da margem do orçamento para aguentar subidas. Na taxa variável, a prestação acompanha a Euribor, a taxa de referência a que os bancos europeus emprestam dinheiro entre si, e pode descer ou subir. Na taxa fixa, a prestação não muda, mas costuma começar mais alta. A mista combina as duas: fixa nos primeiros anos, variável depois. A escolha certa é a que a família consegue suportar no pior cenário, não no melhor.
Vale a pena consolidar créditos?
Pode valer, mas nem sempre. Juntar vários créditos numa só prestação reduz o valor mensal e simplifica a gestão. Muitas vezes, porém, alarga o prazo e aumenta o total pago. A comparação certa não é entre prestações: é entre a TAEG (o custo anual total do crédito, com juros, comissões e seguros) e o montante total a pagar até ao fim.
Sou obrigado a fazer o seguro de vida no banco que me dá o crédito?
Não. O banco pode exigir um seguro de vida como condição do crédito habitação, mas deve aceitar uma apólice de outra seguradora, desde que tenha as coberturas exigidas. Comparar pode representar uma poupança relevante ao longo dos anos.
Posso amortizar o crédito habitação antes do prazo? Quanto custa?
Sim, parcial ou totalmente. O banco pode cobrar uma comissão de, no máximo, 0,5% do valor amortizado nos créditos a taxa variável e 2% nos créditos a taxa fixa. Desde janeiro de 2026 voltou a aplicar-se a comissão nos créditos a taxa variável. Antes de amortizar, vale a pena comparar com outras utilizações da poupança, como a reserva para imprevistos.
Que documentos devo levar à primeira reunião?
Para a primeira conversa, basta uma ideia geral da situação. Se quiser adiantar, ajudam os três últimos recibos de vencimento, a última declaração de IRS e a nota de liquidação, os extratos dos créditos em curso e o Mapa de Responsabilidades de Crédito, que pode obter gratuitamente no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal.
Quanto custa o acompanhamento?
A primeira reunião de diagnóstico, com a duração aproximada de 30 minutos, não tem custo nem compromisso. Quando o acompanhamento implique um serviço remunerado, as condições e os respetivos custos são apresentados previamente, de forma clara e transparente.
As reuniões são presenciais ou à distância?
As duas. O atendimento é à distância para todo o país e presencial mediante marcação e disponibilidade.
Check-up financeiro gratuito
Antes de marcar, perceba onde está.
São 9 perguntas sobre crédito, seguros e poupança, que se respondem em menos de 3 minutos. Os dados pessoais são opcionais.
9 perguntas
Menos de 3 minutos
Dados opcionais