Planear não é prever o futuro. É decidir hoje o que fazer com a margem do orçamento, para que os objetivos importantes não dependam da sorte.
Três horizontes
- Este ano: a reserva para imprevistos, uma despesa grande que já se sabe que vem.
- Os próximos cinco anos: a entrada de uma casa, um carro, a educação dos filhos.
- Vinte anos ou mais: a reforma.
Cada horizonte pede uma forma diferente de poupar, com riscos diferentes.
Um valor e uma data
Um objetivo sem valor e sem data é um desejo. Com os dois, sabe quanto precisa de pôr de lado por mês e pode decidir se é realista, se o prazo se estica ou se o objetivo muda.
A ordem importa
Primeiro a reserva, depois os créditos mais caros, depois os objetivos. Poupar para a reforma enquanto se pagam juros altos num cartão raramente é a melhor utilização do mesmo euro.
Rever quando a vida muda
Um nascimento, uma mudança de emprego, uma herança, uma separação. O plano não fica guardado numa gaveta: ajusta-se sempre que alguma coisa importante muda.