Quando há vários créditos (o do carro, um pessoal, os cartões), a consolidação de créditos parece a solução óbvia: juntá-los num só, com uma prestação mais baixa e menos papéis. Às vezes é. Outras vezes troca-se um problema de hoje por um maior amanhã.
O que a consolidação faz
Substitui vários créditos por um novo, normalmente com um prazo mais longo. A prestação desce porque o pagamento se espalha por mais anos, e é por isso que o custo total pode subir, mesmo com uma taxa mais baixa.
Quando costuma fazer sentido
- Quando a prestação atual já não cabe no orçamento e o risco é começar a falhar pagamentos.
- Quando os créditos a juntar têm taxas altas, como os cartões ou o crédito ao consumo, e o novo tem uma taxa claramente mais baixa.
- Quando a folga libertada tem um destino: reorganizar o orçamento e criar uma reserva, e não abrir espaço para novos créditos.
O que comparar antes de assinar
A TAEG do novo crédito e o montante total que vai pagar, lado a lado com o que falta pagar hoje. As comissões de reembolso antecipado dos créditos atuais. E se o novo crédito tem a casa como garantia, porque isso muda o risco da operação.
A pergunta que resolve quase tudo: daqui a dois anos, o orçamento estará mais organizado ou apenas mais esticado? Se a resposta não for clara, a consolidação ainda não é a decisão certa.